domingo, 15 de novembro de 2009

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Noticias Urgentes

Se o governo sudanês não se comprometer a garantir a segurança e a preparar os cidadãos às eleições gerais de 2010, também o referendum sobre a independência do Sul do Sudão, em 2011, corre o risco de falir. Foi o que denunciou o bispo de Rumbeck no sul do Sudão. Numa declaração divulgada nos dias passados e retomada pela agência católica africana CISA, o bispo comboniano revela que a região “se encontra não em uma, mas em diversas crises”. Ele denuncia em particular o clima de “guerra fria” e de “crescente insegurança, instabilidade e brutal violência” que continua a atingir sobretudo essa parte do país, afligido por um “alarmante crescimento da criminalidade e da pobreza”.O que preocupa Dom Mazzolari é o adiamento para 2010 das eleições gerais, previstas inicialmente para o último mês de julho. Segundo o bispo, isso revela a “falta de preparação” do governo e a sua vontade de impedir a realização de “justas e livres eleições” no Sudão: “Com as suas ações os líderes do governo de Cartum demonstraram que não são confiáveis. É evidente que este regime opressivo respeitará somente com as palavras as disposições do Comprehensive Peace Agreement (CPA), o acordo de paz assinado em Nairobi em 2005 entre o governo e os rebeldes do SPLA, após mais de vinte anos de guerra civil, e fará de modo que nenhuma ação seja tomada até quando povo do sul do Sudão não poderá mais reagir e realizar o seu sonho.“Se os contínuos adiamentos e a falta de meios, como também as violentas intimidações das milícias repercutirem sobre as eleições –é a advertência de Dom Mazzolari – também o referendo para a independência será atingido”. O prelado faz então um apelo aos artífices dos acordos de paz, aos países africanos membros da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento e a toda a comunidade internacional a verificar a sua plena atuação e em particular que os cidadãos sejam adequadamente preparados para o voto para garantir “um processo democrático justo, livre e seguro”.




Um astro do futebol nigeriano disse nesta quinta-feira que foi sentenciado a 40 chibatadas no Sudão após ter sido condenado equivocadamente por dirigir bêbado em Cartum. Stephen Worgu, 20, que assinou um contrato de milhões de dólares com o clube sudanês Al Merreikh no ano passado, alegou inocência e disse que vai apelar da sentença.
"Não sou culpado desse crime... Não consigo me imaginar sendo açoitado", disse ele a repórteres em um flat de Cartum.
Esse é o mais recente caso em que a lei islâmica do Sudão é colocada sob holofote. Em 2007, uma professora britânica foi presa após ter deixado sua classe dar o nome de Mohammed a um urso de pelúcia, e uma jornalista sudanesa ficou presa em setembro depois de ser condenada por indecência por estar usando calças. As duas poderiam ter sido condenadas a chibatadas.
Ingerir bebida alcoólica é proibido pela lei islâmica. Os homens culpados de cometer esse crime no país são normalmente agredidos em público em frente a tribunais, enquanto as mulheres são normalmente punidas em lugares fechados.
Worgu disse que foi parado pela polícia enquanto dirigia para casa após um jantar na casa de amigos, em agosto último. Ele disse que foi levado para uma delegacia e interrogado rapidamente, e depois foi solicitado a comparecer a um julgamento esta semana. "Estava tentando ser ouvido pelo juiz... dizendo que a polícia não realizou qualquer exame médico. Eles não me acharam com uma bebida."

Após dançar diante da multidão e desfilar em um carro, o presidente do Sudão, Omar Hassan al-Bashir, ameaçou neste domingo (8) expulsar diplomatas e mais organismos de ajuda humanitária.
A declaração foi feita dias depois de o Tribunal Penal Internacional de Haia (ICC, na sigla em inglês) emitir um pedido de prisão contra ele, acusando-o de comandar atrocidades cometidas em Darfur.

O Sudão já fechou 13 grupos internacionais e três entidades locais de ajuda humanitária, alegando que essas instituições ajudam a Corte de Haia.

Após dançar diante da multidão e desfilar em um carro, o presidente do Sudão, Omar Hassan al-Bashir, ameaçou neste domingo (8) expulsar diplomatas e mais organismos de ajuda humanitária.
A declaração foi feita dias depois de o Tribunal Penal Internacional de Haia (ICC, na sigla em inglês) emitir um pedido de prisão contra ele, acusando-o de comandar atrocidades cometidas em Darfur.

"Nós expulsamos as organizações porque elas ameaçaram a segurança do Sudão", disse Bashir durante discurso em Darfur. "Vamos expulsar qualquer um que for contra as leis sudanesas, sejam eles de organizações voluntárias, missões diplomáticas ou de forças de segurança."
Antes da expulsão, as Nações Unidas e outros grupos realizavam o maior programa de ajuda humanitária do mundo em Darfur, onde especialistas dizem que nos quase seis anos de conflito 200 mil pessoas foram mortas e outras 2,7 milhões tiveram de sair de suas casas.

Política

A Política

O Sudão é uma república autoritária onde todo o poder está nas mãos do presidente Omar Hasan Ahmad al-Bashir; ele e o seu partido estão no poder desde o golpe militar de 30 de Junho de 1989.

Desde 2003 que a região de Darfur assiste ao extermínio da população negra, por parte da árabe; este é conhecido como o Conflito de Darfur.


Geografia
O Sudão está situado no norte do continente africano, tendo o mar Vermelho como costa a nordeste (853km). Tem uma área total de 2.505.810 km², sendo desta forma o maior país africano e o décimo do mundo. Faz fronteira com a República Centro-Africana, o Chade, a República Democrática do Congo, o Egipto, a Eritreia, a Etiópia, o Quénia, a Líbia e Uganda.
Os desertos da Núbia e da Líbia tem o clima árido e predominam no norte, enquanto que no sul são as savanas e florestas tropicais que tomam conta da paisagem. O rio Nilo é o principal rio do país, e é fonte de energia eléctrica e de irrigação para as plantações de
algodão, principal produto de exportação, ao lado da goma-arábica. A maioria da população vive da agricultura de subsistência e da pecuária.


Economia
As recentes políticas financeiras e investimento em novas infrastruturas não evitam que o Sudão continue a ter graves problemas econômicos. Desde 1997 que o Sudão tem vindo a implementar medidas macroeconômicas aconselhadas pelo FMI. Começaram a exportar petróleo em 1999; a produção crescente desde produto (atualmente 520.000 barris por dia) deu uma nova vida à indústria Sudanesa, e fez com que o PIB subisse 6.1% em 2003.
Como os
Estados Unidos iniciaram sanções com o Sudão desde 1997, suas petrolíferas se retiraram do país neste ano, sendo substituídas por empresas de outros países como a Total (França), KFPC (Kuwait), ONGC (Índia), Petronas (Malásia) e CNPC (China). A CNPC é controladora do consórcio Greater Nile Petroleum Operating Company (GNPOC), que inclui a Total, a ONG e a Sudapet (estatal Sudanesa). A GNPOC é responsável pela maior parte da produção sudanesa, controlando os blocos 1, 2 e 4.
O Sudão tem um solo muito rico: petróleo,
gás natural, ouro, prata, crômio, asbesto, manganês, gipsita, mica, zinco, ferro, chumbo, urânio, cobre, cobalto, granito, níquel e alumínio.
Apesar de todos os desenvolvimentos econômicos mais recentes derivados da produção petrolífera, a
agricultura continua a ser o sector econômico mais importante do Sudão. Emprega 80% da força de trabalho e contribui com 39% para o PIB. Este aparente bem estar económico é quase irrelevante; a população vive abaixo da linha de pobreza muito por causa da guerra civil e do clima muito seco.



sudão show

o Sudão ,caracteristicas
- Água (%)
6,0
População
- Estimativa de 07/2007
39,379,358 hab. (33º)
- Censo 1993
24.940.683
- Densidade
14 hab./km² (194º)
PIB (base PPC)
Estimativa de 2007
- Total
US$: 107,8 bilhões (
62º)
- IDH (2007)
0.531 (
150º) – médio
- Esper. de vida
58,6 anos (156º)
- Mort. infantil
91,78/mil nasc. (17º)
- Verão (DST)
não observado (
UTC+3)